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quarta-feira, 1 de abril de 2009

Casas de Contêiner

Inspirados por montanhas de contêiners inapropriados, ocupando imensas áreas uma série de arquitetos encontraram neles soluções criativas.






O re-uso gerando arquiteturas, no mínimo curiosas.
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quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Pra Inglês Ver


BONDES GANHAM GRAMADO PARA AJUDAR A REDUZIR O EFEITO ESTUFA

Os bondes não são nenhuma novidade na Europa, mas agora esse tradicional meio de transporte ganha uma inovação: a colocação de gramados nos trechos percorridos pelos veículos. As áreas verdes no meio urbano ajudam a reduzir o efeito estufa, reduzir a poluição e também a tornar o solo mais permeável.

fonte.

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Essa onda de ecologia pegou, sim, agora tudo é verde. Mas não é porque somos humildes estudantes que precisamos acreditar em tudo. A quantidade de babaquice verde que surge em contraponto à soluções realmente práticas e inteligentes é a mesma da progressão geométrica para a aritmética.

Não é só porque eu quero ajudar a o mundo salvo que eu vou bater palmas para um quarteirão de grama plantada em cima de asfalto, onde eu tenho CERTEZA de que se investiu mais em marketing do que em solução.



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É um problema dos maus arquitetos. Os maus arquitetos se organizam sempre com temas secundários. Dizem coisas do tipo: a arquitetura é sociologia, é linguagem, semântica, semiótica. Inventam a arquitetura inteligente - como se o Partenon fosse estúpido- e agora, a última invenção é a arquitetura sustentável. Tudo isso são complexos de má arquitetura. A arquitetura não tem que ser sustentável. A arquitetura, para ser boa, está implícito ser sustentável. Nunca pode haver uma boa arquitetura estúpida. Um edifício em cujo interior as pessoas morrem de calor, por mais elegante que seja, será um fracasso. A preocupação pela sustentabilidade revela mediocridade. Não se pode aplaudir um edifício porque seja sustentável. Seria como aplaudi-lo porque se aguenta."

[Eduardo Souto de Moura, El País]

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Agora pegou o “verde”. Se plantarem uma árvore no meio da rua atrapalhando tudo, você não tira a árvore porque depois vem um idiota qualquer e diz que não pode tirar a árvore. É evidente que pode tirar a árvore, deve plantar outra. Então, você perde a serra do Mar, perde a Mata Atlântica, perde a Amazônia, mas não perde o abacateiro que plantaram na esquina.

[Paulo Mendes da Rocha, Caros Amigos]



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ps.: Há alguns anos atrás Juiz de Fora passou por algo semelhante. Lembram daquela Árvore gigante no lote do antigo colégio Magister? Suas raizes já estavam embaixo da Av. Rio Branco, destruindo todo o tipo de tubulação que passava embaixo e volta e meia quando vinha uma chuva forte, algum galho quebrava as janelas do prédio à sua frente ou caia em algum carro estacionado na Brás.

Pra quem não é de Juiz de Fora, pode acreditar, a árvore era MUITO GRANDE!!! Não sei se era um Jequitibá, sei lá a espécie, mas era equivalente à um edifício de 10 metros de altura, sem contar a largura.

O colégio Magister foi vendido e a árvore cortada pelo comprador. Aliás nem foi cortada pelos problemas gerados por ela (quem está preocupado com os carros ou janelas dos outros?), mas sim para uso e ocupação do lote onde estava plantada, terreno muitissimo bem localizado e valorizado.

A população ficou em polvorosa com a derrubada da árvore, chamando aquilo de crime ecológico e o escambal, querendo fazer passeata, aparecer no MGTV e tudo mais. Gente que nunca se preocupou com as centenas de campos de futebol de árvores nativas que a Amazônia perde por semana agora estava indignada com uma bendita árvore.

Tudo bem, a sombra da árvore hoje até que faz falta, a árvore em si faz falta, mas mesmo assim eu faço minhas as palavras do Paulo Mendes da Rocha: Então, você perde a serra do Mar, perde a Mata Atlântica, perde a Amazônia, mas não perde o abacateiro que plantaram na esquina.

Então você perde a serra do Mar, perde a Mata Atlântida, perde a Amazônia, mas fica reconfortado quando um europeu idiota planta meio metro de grama em cima do asfalto e diz que está salvando o mundo.



Você quer deixar Sua cidade mais verde e interessante? Tudo bem, só não vem com esse papinho de que está salvando o mundo.

domingo, 24 de agosto de 2008

Brad Pitt mais uma vez


Há alguns meses fiz aqui no blog um post entusiasmado sobre o inusitado interesse do mega astro Brad Pitt a respeito da Arquitetura. Falei de sua iniciativa de gravar um comercial na Farnsworth House para salvá-la das dívidas, da comemoração do seu aniversário comendo caviar em frente à lareira da Casa da Cascata, de sua temporada como estagiário no Ateliê do Frank Gehry e tudo mais.

Só que eu conhecia apenas apreciador de Pitt, e não o lado projetista! Recentemente ele lançou uma casa "verde", de baixo orçamento para os sem-teto vítimas do furacão Katrina, em Nova Orleans, e confesso que até achei o projetinho jeitoso! Claro que ele teve ajuda de dois experientes arquitetos, mas sua assinatura, seu nome e a repercussão em torno disso estão lá.

Fato é que isso tudo, esse circo em cima dele, tem também um lado extremamente negativo, e podem até me chamar de invejoso ou ciumento, mas a questão é a seguinte: o hobby dele é a minha futura profissão, e o que ele faz de bicudo é o que eu vou levar, em teoria, 5 anos para aprender.



De primeira, acreditei que o interesse de Pitt fosse bom por propagandear a arquitetura, mas agora tenho minhas dúvidas do conteúdo dessa propaganda. Mas enfim, sempre poderia ser pior!

ps.: pelo menos isso ñ pegou no Brasil. Imaginem se o Dado Dolabella resolver pegar na prancheta!!