Palestra: Aleijadinho e o Aeroplano: o processo da invenção histórica de um herói barroco
Palestrante: Profa. Dra. Guiomar de Grammont (Diretora do IFAC-UFOP)
Local: Anfiteatro do ICH
Data: Quarta-Feira, 11 de março de 2209, às 19:00h
Promoção: LAPA (Laboratório de Patrimônios Culturais)
Apoio: Programa de Pós-Graduação em História, Departamento de História da UFJF e Livraria Liberdade
Pequeno resumo (do Curriculo LATTES) da Profa. Guiomar de Grammont:
Historiadora formada pela UFOP, mestre em Filosofia pela UFMG. Doutora em Literatura Brasileira pela USP. Estudou na Ecole de Hautes Etudes en Sciences Sociales de Paris, sob orientação de Roger Chartier, em 1999 e 2000, onde foi professora convidada em maio de 2007. É escritora, dramaturga e, atualmente, diretora (eleita pela comunidade universitária e reconduzida em novo mandato) do Instituto de Filosofia Artes e Cultura da Universidade Federal de Ouro Preto. Organizou diversos congressos nacionais e internacionais, inclusive o colóquio Autour du Brésil Baroque, em Paris, em novembro de 1999. Concebeu e coordenou o Festival de Inverno de Ouro Preto e Mariana Fórum das Artes , por quatro edições, de 2004 a 2007, e o Fórum das Letras , quarta edição a ocorrer em novembro de 2008. Fez a curadoria do Botequim Filosófico na Bienal do Livro do Rio de Janeiro em 2007 e do Café Literário da primeira Bienal de Minas Gerais, em maio de 2008. Em abril de 2008, realizou, juntamente com a escritora Inês Pedrosa, o Letras em Lisboa , encontro de escritores lusófonos, no Teatro São Luís e na Casa Fernando Pessoa, em Lisboa. Como escritora, obteve, em Cuba, o "Prêmio Casa de Las Americas 1993", com o livro de contos: O fruto do vosso ventre . Foi premiada com a Bolsa da Fundação VITAE de Artes de São Paulo, para realizar o romance Fuga em Espelhos (Giordano: 2001). Em 2002, publicou o livro bilingüe Caderno de Pele e de Pelo / Cahier de Peau et de Poil . Em 2003, o ensaio Don Juan, Fausto e o Judeu Errante em Kierkegaard , pela Catedral das Letras, de Petrópolis. Em 2006, "Sudário", pela Ateliê, de São Paulo. Em 2008, publicou Aleijadinho e o Aeroplano , pela Civilização Brasileira. Como dramaturga realizou sa peças teatrais Medéias (2000), Olympia (2001), Ele: o Outro (2002). TABU (2003). Lírios (2004), com Fernando Bonassi, e Assim Seja! (2005).
Agradecimentos à professora Monica Olender pela dica!
Todo ponto de vista é apenas a vista de um determinado ponto.
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quarta-feira, 11 de março de 2009
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
A força do detalhe
As duas esculturas mais famosas de Davi pertencem a dois gênios italianos: Michelangelo e Bernini.

Bernini buscou enfatizar em sua obra toda a tensão do personagem bíblico no momento exato em que este lança a pedra. Para isso esculpiu no mármore todas as possibilidades de expressão corporal e facial para que, no conjunto, o gesto e a dramaticidade fossem inigualáveis.

Já Michelangelo preferiu retratar Davi segundos antes de sua famosa ação contra Golias.
O artista representou um jovem com posição serena e relaxada. Notem bem os músculos, todos estão desarmados, não parece a pose de alguém que em alguns momentos vai entrar em uma briga.
Mas Michelangelo sabia que a história era drámatica, e que a escultura precisava de alguma tensão. Para alcançar isso ele não precisou de muita coisa, mas de apenas um detalhe:

Um único detalhe.

Depois de quase seis meses assistindo a aulas sobre a importância do detalhe, do mínimo, da essência na arquitetura... foi nas férias, à toa e sem nada pra fazer, passeando pelo google, é que eu fui entender.
Nós nunca sabemos de onde surge o arauto.

Bernini buscou enfatizar em sua obra toda a tensão do personagem bíblico no momento exato em que este lança a pedra. Para isso esculpiu no mármore todas as possibilidades de expressão corporal e facial para que, no conjunto, o gesto e a dramaticidade fossem inigualáveis.

Já Michelangelo preferiu retratar Davi segundos antes de sua famosa ação contra Golias.
O artista representou um jovem com posição serena e relaxada. Notem bem os músculos, todos estão desarmados, não parece a pose de alguém que em alguns momentos vai entrar em uma briga.
Mas Michelangelo sabia que a história era drámatica, e que a escultura precisava de alguma tensão. Para alcançar isso ele não precisou de muita coisa, mas de apenas um detalhe:

Um único detalhe.

Depois de quase seis meses assistindo a aulas sobre a importância do detalhe, do mínimo, da essência na arquitetura... foi nas férias, à toa e sem nada pra fazer, passeando pelo google, é que eu fui entender.
Nós nunca sabemos de onde surge o arauto.
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